segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
A Bíblia não é chata. Avatar é chato !
Por John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
Original: The Bible Isn't Boring, Avatar is! - John Piper. Website: I'll be honest
Tradução e Legenda: Voltemos ao Evangelho
Via : Bereianos
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Se isso é igreja, sou mais o meu quarto !
“Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo.” – At 9.31
“E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.” – Ef 1.22-23
“A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo; para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor, no qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele. ” – Ef 3.8-12
Já ouvi muitas fábulas em relação à permanência dos crentes numa igreja. Uma delas diz que a igreja é igual à arca de Noé, um lugar cheio de bichos e suas necessidades fisiológicas, e que cheira mal, porém é melhor estar lá dentro do que lá fora em meio ao dilúvio. Outra diz que crente é igual uma abelha: num enxame (ou igreja), vence qualquer inimigo; sozinho, morre num tapa só. Daí a se pensar que a igreja é um organismo super-poderoso, e deve ser mesmo, afinal é nada mais, nada menos que o Corpo de Cristo, Daquele que venceu a morte e o inferno ao levar sobre Si todos as maldições e enfermidades da raça humana. Mas será que a Igreja de Cristo é isso que vemos?
É muito fácil abrir uma igreja. Aluga-se uma garagem e já dá para iniciar uma congregação. Pensa-se num nome pomposo (que tal Igreja Transcontinental da Majestade do Alto? – está muito difícil achar um nome de igreja que não exista), convida-se os vizinhos e amigos e pronto: temos uma Igreja! Se fosse só isso estaria ótimo, o problema é o que é ensinado e vivido por lá.
Já percebeu como sempre há a mesma desculpa para a abertura de uma nova denominação (corrupção da antiga, envolvimento com maçonaria, erros doutrinários, etc), porém na nova se repetem os mesmos, ou até piores, erros da anterior? Ou seja, não há a intenção real de se fazer uma Igreja segundo a Palavra, apenas a de se criar mais um papado.
Sim, papado. A Igreja evangélica brasileira é próspera em papas. Há o Bento XVI e há o papa de cada denominação. Cada fundador se torna um papa, infalível e insubstituível. A permanência no poder é eterna, e os estatutos asseguram que a igreja não sairá de suas rédeas curtas. Quem ousa se levantar contra o “papa” é logo taxado como em rebelião, e expulso ou convencido sutilmente a deixar a denominação. E assim uma nova igreja é criada, e o círculo se repete indefinidamente, causando estranheza principalmente em quem não é cristão, pela quantidade absurda de placas diferentes.
Fico imaginando se Lutero vivesse nos dias de hoje… em seu tempo, precisou se opor a apenas um papa. Hoje, teria que imprimir milhares de teses, uma para cada papa evangélico. Um Lutero só não conseguiria fazer isso não!
O absurdo das várias denominações é tão escancarado que basta andar pelas ruas das cidades para o verificar. Aqui em São Paulo, na Av. Águia de Haia (zona leste da capital), há 6 anos atrás havia três denominações na mesma quadra. O pior: três casas (ou templos) grudados, um depois do outro, porta com porta. Sinceramente, a intenção nesse lugar é evangelizar ou apenas demonstrar o poder da sua denominação que, claro, precisa gritar mais do que as outras vizinhas caso os cultos sejam no mesmo horário? E isso não acontece só nessa rua, acontece em todos os lugares: se as igrejas não são vizinhas de porta, são de quadra, de rua. Mas o lugar permanece ruim e violento do mesmo jeito.
Nós somos chamados para ser sal e luz. Como sal e luz mantém um lugar insosso e escuro? Como, em meio a tantas igrejas, ainda há pessoas morando nas ruas, pessoas se drogando, se prostituindo, roubando e matando? Pessoas mentindo, enganando, chantageando, manipulando? Por que, com tantas igrejas, o Brasil está a cada dia pior? Não deveria ocorrer o contrário?
O que vou dizer agora poderá escandalizar muita gente, mas é o que penso: muitas que se dizem igrejas não o são, espiritualmente falando, não passando de um “clubinho de eleitos”. Você chega, entra no clube, paga a mensalidade, ouve as assembléias, se diverte (canta, dança, ri, chora, extravasa) e vai embora mais feliz, entretido momentaneamente. Aí chega em casa, a criança continua gritando, o marido bebendo, a vizinha atrapalhando, o chefe atormentando; afinal a instituição que se autodenomina igreja, apesar de citar a Deus, não Lhe dá espaço para atuação, preferindo a manifestação de espíritos dançarinos, saltadores, giratórios, que promovam bastante carnaval no recinto. Assim, enganados muitas vezes por “fogo estranho”, não deixamos o Espírito Santo agir em nós, nos transformando, e por isso continuamos vendo todos os defeitos nos outros e na droga de vida que temos.
Note bem, sou pentecostal, acredito nos dons espirituais, mas atribui-se ao Espírito Santo algumas coisas nas igrejas que só por Deus!!!
Se a igreja não consegue transformar quem está dentro, imagine transformar a realidade ao seu redor… E se a igreja não transforma vidas, apenas as “transtorna”, já não é igreja, não é congregação, comunhão, é apenas distração e sacrifício para almejar as bênçãos divinas.
É estranho, mas quanto mais aprendemos a Verdade da Palavra, mais distantes nos tornamos de uma igreja. Não deveria ser o contrário? Não deveríamos nos lançar com maior amor à congregação, sabendo que lá estaremos proclamando o amor ao próximo e a Deus?
O problema é que a igreja não nos transmite amor. Tudo é aparência. Os pastores não têm amor pelas ovelhas, e sim por tosquia-las. As ovelhas, por sua vez, querem estar mais próximas de seus pastores, e para isso não medem esforços, mesmo que seja necessário pisotear outras ovelhas que estejam em seu caminho. É cada um por si e Deus por todos. A igreja se tornou o reino do diz-que-me-diz, onde uns apontam os erros dos outros e todos se acham santos. Só que os erros são apontados não com amor, mas com juízo. Adulterar ou engravidar antes do casamento? Aparte-se de mim!!! Mas mentir e roubar um pouquinho poooooooode!
Mas não pára por aqui. É cada dia mais difícil ouvir uma pregação até o fim. São palavras previsíveis, de exaltação (quase nunca exortação), bom ânimo, esperança, revelações e revelamentos que nunca se realizam (essa noite Deus está curando suas feridas! – as feridas não são curadas, e no culto seguinte: essa noite Deus está completando a obra em sua vida! – e a obra não é completa, aí no culto seguinte a mesma coisa sempre). Não ouvimos pastores, ouvimos doutores em auto-ajuda: todas as bênçãos nos pertencem, somos cabeça e não cauda, o diabo está debaixo dos nossos pés, mas no dia seguinte ainda temos dívidas, problemas, doenças, vazio.
Será que Deus deixou de agir? Ou a instituição que se diz “igreja” é que fala por Ele com engano, a fim, mesmo que inconscientemente, de desacredita-Lo?
Não consigo mais ouvir sermões de auto-ajuda e falsas promessas. Não consigo mais sentar num banco de uma igreja, sabendo que a principal hora não é a da pregação, mas a da coleta. Não aguento mais uma hora de louvor, com bandas desafinadas e cantores “se achando”, provocando o choro fácil não por unção, mas porque, na assembléia dos santos, todos temos motivos para chorar. Simplesmente não aguento mais isso, e peço perdão a Deus se isso O desagrada, mas não quero ir numa igreja por falsidade e ficar vendo defeito em tudo, como foi das últimas vezes.
Eu queria frequentar A Igreja. Não a imagino um mega-templo, com poltronas acolchoadas, ar-condicionado, altar gigante. Eu a imagino uma casa simples, com pessoas simples independente de sua situação financeira. Eu a imagino um lugar onde a acolhida é com amor sincero, não com um risinho forçado e o “seja-bem-vinda-amada” de praxe. Eu a imagino com pessoas que contribuem voluntariamente e com alegria, e que se importam com o irmão ao lado, suprindo-o de acordo com suas necessidades. Sinceramente não consigo frequentar um local onde, em nome de Deus, são lançados gafanhotos devoradores sobre quem não paga a mensalidade. A Igreja que eu quero frequentar tem problemas, pois tem pessoas com problemas, mas lá é possível discordar, perguntar, até duvidar, sabendo que ninguém levará nada para o pessoal, continuando a haver amor apesar das diferenças. A Igreja que eu quero frequentar é uma em Deus, reflete Sua Graça e Misericórdia, Sua Alegria e Beleza, mesmo que, aos olhos humanos, possa não passar de um casebre. Na Igreja que eu quero frequentar mal dá para definir seus líderes, pois o maior se faz de menor, o serve e não busca ser servido. A Igreja que eu quero frequentar traz os ensinamentos de Deus, segue a sã doutrina, não as doutrinas temporárias de homens. A Igreja que eu quero frequentar transforma não só os que lá estão, mas toda a realidade à sua volta, pois se importa com os famintos, os drogados, os excluídos de toda a sorte.
Você conhece essa Igreja? Se conhecer, por favor, me passe com urgência seu endereço ou telefone. Se não a conhecer, infelizmente continuarei a congregar no meu quarto, pois não vou esquentar um banco qualquer apenas para aparentar santidade.
Fonte: Uma estrangeira no mundo
Via : Ministério Beréia
sábado, 23 de janeiro de 2010
A PERPLEXIDADE HUMANA E A SOBERANIA DIVINA
Por Rev. Hernandes Dias Lopes
Referência: Habacuque 1.1-17
O século XIX foi marcado pelo conflito entre a fé a ciência. No século XX, sobretudo, depois da segunda guerra mundial o conflito passou a ser não entre fé e ciência, mas entre fé e a história.
O livro de Habacuque revela essa terrível tensão do profeta de conciliar sua fé na soberania de Deus e a invasão imperialista da Babilônia invandindo o seu país e esmagando o seu povo com crueldade.
Judá estava vivendo em profunda apostasia. As reformas do tempo do rei Josias em 621 a.C. foram superficiais. O povo estava vivendo na idolatria, na frouxidão moral e violência insuportável. Deus então, disciplina o seu povo através da vara dos caldeus, um povo perverso, sanguinário e expansionista.
1. O império Assírio chegava ao apogeu do seu poderio militar, esmagando com crueldade desumana todas as nações do oriente. Em 612 a.C., esse império aparentemente invencível foi esmagado pelo temível exército caldeu, oriundo da Bibilônia, que logo assumiu a posição de superpotência mundial. Outra superpotência, o Egito, sentiu-se ameaçada, e em 605 a.C., enviou um poderoso exército ao norte, para refrear o programa expansionista caldeu.
2. O pequeno reino de Judá, país satélite na órbita do Egito, viu com satisfação as unidades blindadas egípcias atravessarem a sua terra santa, para se lançarem contra as famigeradas divisões dos caldeus. Judá virou presunto de sanduiche entre as duas superpotências.
3. O magnífico exército egípcio, sob o comando do Faraó Neco, atravessou o deserto do Sinai e chegou a Carquemis na Síria, onde enfrentou as forças babilônicas. Numa batalha decisiva em 605 a.C., os egípcios foram derrotados e recuaram para a sua terra. Os vencedores babilônicos não perderam tempo em seguir os egípcios, ocupando toda a região de Judá. A cidade de Jurusalém foi cercada. O ataque devastador era iminente. Os caldeus eram impiedosos em seus ataques a outras nações (1:5,10,13; 2:5,6). Nesse clima de invasão, de ataque sangrento é que o profeta escreve o seu livro e expoe sua perplexidade.
4. O profeta olha ao redor e vê os exércitos da Babilônia cercando sua terra. Ele olha para o povo e vê o pecado destruíndo o povo. O profeta clama a Deus com perplexidade diante da aparente inação de Deus. O Senhor, então, mostra ao profeta que ele mesmo está trazendo os caldeus para serem a vara da sua ira contra o seu povo. O profeta coloca diante de Deus sua queixa e Deus vai mostrar para ele que ele é soberano e que nada escapa ao seu controle e ao propósito soberano.
I. OS CAMINHOS DE DEUS ÀS VEZES SÃO MISTERIOSOS
1. Sua inação – v. 2-4
• Muitas vezes parace que Deus está estranhamente silencioso e inativo em circunstâncias provocativas. Por que Deus permite que certas coisas aconteçam? Por que Deus permitiu duas sangrentas guerras mundiais com o sacrifícios de milhões de pessoas inocentes? Por que Deus permitiu o surgimento do regime comunista em 1917 que levou o maior número de mártires do Cristianismo da história? Por que Deus permite uma guerra sangrenta entre judeus e palestinos? Por que Deus permite as forças aliadas invadirem com tanta truculência o Iraque arrazando um país já combalido pelos embargos internacionais, a despeito da opinião pública mundial estar contra essa invasão?
• Por que Deus permitiu o surgimento do liberalismo teológico? Por que Deus permite a apostasia da igreja? A Secularização da igreja? A banalização do sagrado? Por que Deus não responde as nossas orações, trazendo logo um avivamento para a igreja?
• Por que Deus não faz cessar a guerra (v. 2)? Por que Deus permite a inversão de valores morais (v. 4)?
2. Suas providências inesperadas – v. 5-6
• Deus às vezes dá respostas inesperadas às nossas orações. Deus disse que ele mesmo estava trazendo os caldeus contra Judá. Isso deixou o profeta Habacuque perplexo. Por um longo tempo Deus parace não responder. Então, quando responde, o que diz é mais misterioso do seu que o seu silêncio. Deus diz para Habaque que estava respondendo a sua oração trazendo os caldeus para disciplinarem o seu povo.
• Às vezes nós mesmos prescrevemos a maneira como nossas orações devem ser respondidas. Mas Deus é soberano e livre. Deus às vezes deixa as coisas ficarem piores antes delas melhorarem. Jesus deixou Lázaro morrer antes de ir a Betânia. Jesus deixou seus discípulos no meio da tempestade até alta madrugada antes de ir socorrê-los.
3. Seus instrumentos incomuns – v. 6
• O terceiro aspecto surpreeendente dos caminhos de Deus é que ele às vezes usa instrumentos estranhos para corrigir a sua igreja e o seu povo. Não é Satanás, mas Deus quem suscita os caldeus para castigar Israel. Os caldeus são a vara da ira de Deus contra o seu povo rebelde. Quando o povo de Deus deixa de ouvir a voz de Deus, de atender os seus profetas, Deus levanta os ímpios para disciplinar o seu próprio povo.
• Longe de ignorar a maldade opressora dos caldeus, Deus mesmo descreve os caldeus como uma nação terrível, violenta, opressora (v. 6-7).
• Se não nos voltarmos para Deus e nos arrependermos e não acertarmos nossa vida com Deus, o Senhor pode usar instrumentos estranhos para nos disciplinar.
II. OS CAMINHOS DE DEUS ÀS VEZES SÃO MAL INTERPRETADOS
1. Por pessoas religiosas descuidadas – v. 5
• A atitude do povo era: “Vejam o que esse profeta anda dizendo: que Deus vai usar os caldeus. Como se Deus pudesse fazer tal coisa! Não há perigo; não lhe dêem ouvidos. Os profetas são sempre alarmistas, e nos ameaçam com o mal. Que idéia é essa de que Deus há de suscitar um povo como os caldeus para castigar a Israel! Isso é impossível!”
• Foi assim também na época do Dilúvio. A geração de Noé não acreditou nas advertências de Noé. Eles consideravam sua pregação absurda. Eles zombaram dele. Deu-se o mesmo em Sodoma e Gomorra. As pessoas despreocupadas não poderiam crer que as suas cidades seriam destruídas. Jerusalém não creu quando Jesus alertou sobre o cerco de Tito Vespasiano em 70 d.C. e a cidade foi destruída. Hoje as pessoas não crêem na segunda vinda, não crêem na juízo final e por isso andam descuidadas!
2. Pelo Mundo – v. 11
• Os caldeus falharam completamente em compreender que eles eram apenas instrumentos nas mãos de Deus. Eles pensavam que o poder que possuíam era o seu próprio deus.
• As arrogantes potências mundiais que Deus tem usado para os seus próprios desígnios em várias épocas da história, sempre se orgulharam de suas realizações. Essas superpotências se acham onipotentes e adoram o seu próprio poder. O verdadeiro significado da história nunca lhes passsa pela cabeça.
III. OS CAMINHOS DE DEUS PRECISAM SER BIBLICAMENTE INTERPRETADOS
1. A história está sob controle divino – v. 6
• Deus controla não somente a Israel, mas também seus próprios inimigos, os caldeus. Toda nação da terra está sob a mão divina, porque não há poder neste mundo que, em última instância, não seja por Deus controlada. Não foi a força dos caldeus que lhes deu vitória. Foi Deus quem os suscitou. Deus é o Senhor da história. As nações para ele são como um pingo que cai de um balde, os povos como gafanhotos. Deus está acima de tudo. Ele está com as rédeas da história nas mãos.
2. A história segue um plano divino – v. 6
• O plano de Deus não pode ser frustrado. Israel não será destruído. O povo de Deus jamais será destruído. Os inimigos do povo de Deus podem ser usados por Deus para castigar o seu povo, mas eles sofreram a justa ira de Deus por não reconhecerem a mão de Deus sobre eles (2:5).
IV. OS CAMINHOS DE DEUS PRECISAM RESOLVER AS NOSSAS PERPLEXIDADES
1. O deus deste mundo é o poder passageiro, mas o nosso Deus é eterno – v. 11, 12
• O deus dos caldeus era o poder (v. 11). Esse poder era passageiro. O deus deles fora criado por eles mesmos. Mas o nosso Deus é eterno. Os problemas da história não podem abalá-lo nem destruído. É ele quem governa a história. A história não caminha para o caos, mas para um fim glorioso. O Deus a quem adoramos está fora do fluxo da história. Ele precedeu a história. Ele criou a história. Seu trono está acima do mundo e fora do tempo. Ele, o Deus eterno, reina na eternidade.
2. O deus deste mundo é criado, mas o nosso Deus é auto-existente – v. 12
• A palavra “Senhor” Jeová signifca EU SOU O QUE SOU. Deus diz: eu sou absoluto, auto-existente. Deus não depende, em nenhum sentido, de nada que acontece no mundo, mas existe em si mesmo.
3. O deus deste mundo mancomuna-se com o mal, mas o nosso Deus é santo – v. 13
• Deus é santo, é puro, é luz, é justo. Ele não comete injustiça. Seu trono é trono de justiça. Ele nã pode ver o mal sem odiá-lo. Todo o mal que existe no universo é totalmente repugnante para Deus por causa da sua pureza. Deus e o mal são oponentes irreconciliáveis. O mal será aniquilado. A truculência será destruída. Os ímpios serão sentenciados. O povo de Deus será resgatado (2:4).
CONCLUSÃO
Quando as nossas perplexidades superam o nosso entendimento, precisamos entregar a nossa causa nas mãos de Deus – (1.12-17). O drama de Habacuque era ver o sofrimento do justo imposto pela truculência dos maus. O drama de Habaque era ver como Deus usava um instrumento tão perverso para disciplinar o seu povo (v. 12b). O drama de Habaque é ver o sofrimento do povo de Deus nas mãos dos ímpios. Habacuque não se queixa contra Deus, mas a Deus (v. 2-4).
Em vez de se escandalizar, entregar-se à revolta, à amargura e fugir de Deus, Habacuque corre para Deus e refugia-se nele e busca nele resposta às suas queixas, às suas perguntas?
Nesse capítulo 1 o apóstolo não recebe resposta alguma à sua queixa, à sua oração. Ele só vai encontrar uma reposta à sua queixa quando ele sobe à torre de vigia e Deus lhe mostra o propósito glorioso na vida do seu povo e o julgamento inexorável dos ímpios (2:4).
Fonte : Site do Rev. Hernandes Dias Lopes
sábado, 12 de dezembro de 2009
Para refletir...
"Estamos satisfeitos com nossa vidinha decente.
Estamos contentes com nossos bons hábitos:
nós o tomamos por virtudes.
Estamos contentes com nossos pequenos esforços:
nós o tomamos por progresso.
Estamos orgulhosos de nossas atividades:
elas nos fazem pensar que estamos nos doando.
Estamos impressionados por nossa influência:
imaginamos que ela transformará vidas.
Estamos orgulhosos do que damos,
entretanto ocultamos o que retemos."
Extraído do livro Convite a loucura. Brennan Manning.
Ed. Mundo Cristão, pg 30.
Ed. Mundo Cristão, pg 30.
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Cada vez menos a igreja existe por causa do outro.
Por Ielton Isorro
Quem mora nas grandes cidades do Brasil conhece hospitais, onde milhares de pessoas sofrem. Entre elas há um enorme contingente que não recebe visitas ou acompanhamento das famílias. A solidão e o abandono fazem o sofrimento aumentar.
Nessas mesmas cidades, também encontramos lugares para reclusão de adolescentes infratores – em São Paulo há a Fundação Casa, antiga Febem. Lá esses jovens ficam até completarem maior-idade e voltarem às ruas, se melhores ou não é outra questão.
Encontramos também, presídios onde homens cumprem pena por crimes cometidos; Prisões femininas onde mulheres estão encarceradas; Orfanatos onde crianças abandonadas esperam por uma adoção e; Asilos onde pessoas de idade aguardam a morte, pois essa é a única que um dia vai busca-las.
Em todos esses lugares há profissionais pagos pelo Estado ou pelas instituições para atenderem os usuários desses sistemas. Ainda que muitos façam isso com amor, talvez(?), a maioria está lá por causa do salário.
Esses lugares são verdadeiros depósitos de sofrimento humano, más também há os lugares a céu aberto, como a cracolandia no centro de São Paulo, onde a desesperança e o sofrimento estão estampados nos rostos daqueles que ali vivem. A mesma coisa pode ser vista em calçadas da zona sul do Rio de Janeiro, onde crianças dormem amontoadas, ou em baixo de viadutos em Belo Horizonte, abrigo de famílias sem teto.
Sobre esse tema, tenho algumas perguntas, a fazer para a Igreja Cristã brasileira, da qual sou parte e por isso me sinto muito a vontade para me questionar.
Primeira: Para que serve todo o crescimento espiritual e esse “avivamento” que estamos vivendo se essas pessoas não forem alcançadas? Alguém pode afirmar:”Nós estamos orando por elas”. E é verdade. Estamos mesmo. Más quando oramos pedindo para Deus visitá-las e cuidar delas, não estaríamos devolvendo a Deus uma responsabilidade que Ele nos deu? Em caso de dúvida, leia MT 25:31-46. Se for isso mesmo, então, nós é que precisaremos de orações. Ou o teor das nossas orações é que deve mudar.
Segunda: Para que serve todo o dinheiro que arrecadamos se ele não está sendo usado para socorrê-las? Não concordo quando dizem que o dinheiro que se dá na igreja é dinheiro do povo. Na verdade, esse dinheiro passa a ser de Deus, quando alguém o entrega para ele, ainda que a igreja o receba, ela funciona como um caixa. Porém a responsabilidade da igreja é maior do que a de um simples caixa, pois passa a ser gestora desses recursos e o dono do dinheiro já definiu, por princípios, como e onde deseja que seja investido (Dt 10:18, Is 1:16-17) Algumas denominações investem milhões em templos suntuosos, com pisos de mármore e vitrais maravilhosos, afirmando assim dar o melhor para Deus, más será que o melhor para Deus não seria que esse dinheiro fosse investido para tirar órfãos das ruas, por exemplo? É bem provável que obedecendo a Palavra, se não resolvêssemos esse problema no Brasil, o minimizaríamos.
Terceira: Para que serve a Palavra que recebemos se não os alcançarmos os perdidos com ela? São importantes o culto, a liturgia, os louvores, a comunhão com os irmãos, a atuação nos ministérios. Más, nenhuma dessas coisas encontram fim em si mesmas. A Igreja só existe por causa do perdido. Se não houvesse mais ninguém para ser alcançado a nossa missão aqui já teria terminado e todas as agendas seriam canceladas (para desespero de muitos). Tudo que a Igreja é e faz deveria ser por causa do outro. Cada vez mais a igreja é ensimesmada, e só existe por causa das suas atividades e de suas agendas (pois, embora não admitam, muitas vivem de congresso em congresso, de campanha em campanha) estão desarmonizadas com a vontade de Deus e fazem com que os crentes que nela congregam também estejam. (1Sm 15:22)
É como se estivéssemos atrás de um balcão, dizendo ao mundo: “Venham, nos estamos aqui e temos o que vocês precisam” e de vez em quando fazemos uma programação para “alcançar o perdido”. Isso não pode ser programação! É o motivo de nossa existência! (Mt 28:19-20) Tiremos o balcão e vamos ao mundo perdido, não por programação, más por compromisso diário.
Por fim, nos especializamos em falar para nós mesmos. Discursos de vitória, crescimento espiritual, atos proféticos e massagens de ego, abarrotam os auditórios. Enquanto os chamados para capelanía em presídios, hospitais, orfanatos e asilos, não são atendidos. Parece que quanto mais longe do sofrimento, dos sofredores e da dor alheia, melhor.
Também, por isso, não sabemos mais falar para os não-crentes, o nosso jargão igrejeiro não é entendido por eles. Termos como unção, retété, cair no poder, aleluia e outros, que as vezes até nós mesmos temos dificuldades de entender, nos distanciam deles.
Nós como Igreja poderíamos ajudar, e muito, as instituições a recuperar essas pessoas para a sociedade e para o Reino, más estes e outros sintomas revelam que cada vez menos a igreja existe por causa do outro.
Por Ielton Isorro
Via Genizah
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Marcas de uma igreja doente.
Por Pr. Luiz Fernando Ramos de Souza
Depois de mais de dois mil anos de cristianismo. Depois de tantos concílios universais da igreja. Depois de tantos milhares de livros escritos sobre toda a teologia, esbarramos no sec. XXI com uma igreja doente. Deveria estar sadia, viçosa e madura, mas se encontra raquítica, doente e vem perdendo sua força a cada geração. Sua importância é questionada e seu valor posto à prova. Igreja por natureza é um corpo vivo, atuante e transformador. Seus membros devem crescer pela Palavra e testemunho. A igreja deve marcar mais pelo contraste do que pela semelhança. Mas em nossos dias ela vem se igualando ao mundo e oferecendo exatamente o que o mundo já tem e não satisfaz. Gostaria de analisar algumas marcas que aponta para uma igreja doente.
1 – Gigantismo em Lugar de Crescimento.
Hoje o padrão para se avaliar a benção sobre uma comunidade é o número de frequentadores. Não importa se são salvos ou não, mas se está cheio. Tomando este padrão como norma para as épocas da igreja, veremos que o próprio fundador da igreja foi um fracasso, pois, deixou somente 120 discípulos e estes medrosos. Se tomarmos este padrão para o mundo árabe, veremos que os missionários que trabalham por lá a mais de vinte anos são fracassados, pois, suas congregações são compostas por pouquíssimos convertidos nativos. Não sou contra congregações grandes, sou contra a despersonalização que elas geram. Os membros deixam de ser ovelhas e tornam-se estatísticas. Tem sites de igrejas que mostram, como se fosse um troféu, o número de membros arrolados com dizeres mais ou menos assim: “hoje já somos tantos milhares...”. Com isso querem mostrar que o Senhor é mais bondoso com eles que com as demais congregações? Esse gigantismo é uma distorção gritante do que a Palavra diz. A Palavra diz que a igreja é um corpo ajustado com cada parte ajudando as demais no exercício de suas funções. Os dons são distribuídos visando o crescimento do corpo. Mas a antítese do gigantismo vivido atualmente é a inanição dos membros. Estes não crescem na proporção do número de membros. São crianças espirituais e crianças não trabalham, dão trabalho. Abraçam qualquer ensinamento de forma acrítica e vivem de onda em onda. A igreja está doente porque aceita ser medida pelos padrões de desempenho empresarias, mundanos que pelos padrões de Deus. Está doente porque confundiu gigantismo com crescimento.
2 – Muito Dinheiro Investido em Prédios e Pouco em Missões.
Se fizéssemos uma análise do valor patrimonial das 20 maiores igrejas nos pais ficaríamos estarrecidos com quantos milhões de Reais estão invertidos em templos suntuosos. Cada vez mais as igrejas buscam prédios maiores com o argumento que precisam de maiores espaços para acolher seus membros. Esquece-se que cada novo templo, por maior que seja já nascerá pequeno, pois, o crescimento natural da congregação inviabilizará qualquer empreendimento imobiliário. Alguns líderes afirmam que possuem um patrimônio de tantos milhões de dólares, como se fossem deles tais igrejas. Outro dia ouvia um sermão de um apóstolo, dos mais insanos possíveis, no qual dizia que havia construído uma igreja de R$ 35.000.000,00 no meio de uma floresta tropical. Ele se gabava do fato de ter nascido no nordeste e agora estar onde está. Paulo pensava o contrário quando disse: “Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo”. I Cor. 15:10. Paulo sempre apontava para a graça de Deus. Nunca achou que nele havia algum bem ou valor, mas sempre a graça. Ele foi enfático neste versículo quando disse: “todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo”. Paulo sofria e lutava para que Cristo fosse formado em seus ouvintes. “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”. Gal. 4:19. Quando investimos em pessoas os ministérios acontecem, os dons de ajuda mútua emergem e a obra expande. A igreja está doente porque olha para dentro de si mesma enxergando somente suas necessidades e esquece-se de olhar para a seara que está branca e pronta para ceifa. Vejo os relatórios da convenção da qual faço parte e fico estarrecido com os valores aplicados em missões. Acredito que o executivo regional desta convenção deva ganhar um pouco menos do que o total investido em missões no estado. Não sou contra remunerar bem pessoas que se esforçam para o crescimento do Reino. Mas a necessidade de um não pode ser mais significativa que todo um estado. O erro está em investirmos pouco, muito pouco em missões. Nunca soube de um alvo missionário para envio de 100 missionários para missões em um ano específico. Sempre os alvos são financeiros e estes, salvo engano, nunca são alcançados, porque a igreja não tem consciência missionária. A igreja está doente porque acredita que possuindo prédios gigantescos estará influenciando o mundo e mesmo o salvando. A igreja está doente porque já não mais chora pelos perdidos e seus destinos, mas se alegra com um capitalismo travestido de espiritualidade. A Igreja está doente porque perdeu seu grande alvo, o mesmo de Cristo, buscar e salvar o perdido.
3 – O Pragmatismo é Mais Importante Que a Palavra.
Fomos assaltados pelo pragmatismo. Se funciona deve ser de Deus. Não perguntamos se está de acordo com a Palavra. Deu resultado esqueça o resto. Um pregador pela televisão disse que não estava pedindo dinheiro naquele mês, em seus programas, porque muitos haviam ofertado para seu ministério depois que um profeta havia prometido uma unção financeira ilimitada por R$ 900,00. Deve ter entrado muito dinheiro mesmo depois de tal profecia para que tal pregador jogasse no lixo a razão, a consciência e a Palavra. Isso é pragmatismo ao extremo. Parece-me que para tais pessoas os meios justificam os fins. Nem tudo que funciona vem de Deus. Nem tudo que dá certo tem apoio na Palavra. Temos um exemplo dramático no Antigo Testamento. Israel quando saiu do Egito não se dispersou no deserto porque adorou o bezerro de ouro. Um fim foi alcançado, a não dispersão, mas ao preço de sacrificar a comunhão com Deus. O pragmatismo sacrifica a Palavra no altar do erro e do oportunismo.
A igreja está doente porque aceita os resultados sem prová-los pela Palavra. A igreja está doente porque a Palavra foi preterida como regra de fé e prática.
4 – Emoção Sim, Razão Não.
Os cristãos modernos são chorosos, gritadores, histéricos menos racionais. Os pastores, não em sua totalidade, incentivam a irracionalidade e a emoção extrema como forma de espiritualidade. Acham que se o povo gritar e pular é porque o Espírito Santo está agindo. Não me entendam mal. Creio que a presença de Deus pode mexer com todo nosso ser e podemos ter reações não convencionais, como aconteceu na época de Jonathan Edwards (1734). Mas somente emoção destituída de razão é um absurdo. John Mackay disse: “Ação sem reflexão á paralisia da razão”.
Hoje em muitas igrejas existe a mania ou tendência de dar um brado de vitoria. O povo grita até ficar rouco. Isso é catarse pura, mas confundem sair desses cultos aliviados com sair dali abençoados. Paulo nos encoraja a praticarmos um culto racional (Rm. 12:1). Paulo nos encoraja a buscamos a sabedoria e o conhecimento para aprovarmos as obras de Deus.
A igreja está doente porque exalta a emoção e esquece-se da razão. Está doente porque o arrepio vale mais que a Palavra que em tudo pode nos tornar aptos para salvação.
5 – O Evangelho da Cruz Foi Sacrificado no Altar de Mamon.
Não é preciso ser experto em economia e finanças para identificar a crise que vive a igreja. Numa nação onde a justiça social é pouco praticada, a renda está concentrada nas mãos de poucos, o abismo entre ricos e pobres aumenta assustadoramente e os efeitos desastrosos de uma política neoliberal se fazem sentir, nada mais seduz as pessoas do que a oferta de dinheiro fácil, haja vista, o alto grau de endividamento dos aposentados após o governo federal permitir um comprometimento de suas rendas em empréstimos junto a bancos. O lucro dos bancos têm sido astronômicos. O povo endividado até o pescoço e os banqueiros colhendo os maiores resultados das últimas décadas. Neste contexto o que mais cresce no Brasil são casas lotéricas, bingos, jogos eletrônicos proibidos e igrejas. Atraem os pobres com promessas de enriquecimento rápido. As loterias e congêneres pela facilidade de aposta e as igrejas com a doentia teologia da prosperidade ou da vitória financeira. Estamos promovendo a maior desevangelização do Brasil. Estamos perdendo um momento precioso de anunciarmos o evangelho da cruz que gera arrependimento, fé e o novo nascimento. Em muitos lugares o evangelho da cruz foi substituído pelo evangelho da prosperidade que gera ganância, barganha, materialismo e grandes desapontamentos. Sabemos que a maioria nunca chegará a gozar das falsas bênçãos apregoadas por pregadores gananciosos, materialistas e desumanos. Está emergindo toda uma geração de cristãos decepcionados com o evangelho de Cristo. Pessoas que no médio e longo prazo nada farão pelo Reino de Deus, porque estão tentando absorver ou conviver com as frustrações que tiveram nas igrejas que pregam tais distorções.
Há bem pouco tempo acusávamos os católicos romanos de idólatras porque adoravam outros deuses ou santos. Mas deparo-me com a idolatria no meio evangélico. Não adoramos santos nem deuses, estamos adorando Mamon.
A igreja está doente porque oferece os benefícios da cruz sem a cruz. A igreja está doente porque aponta para este mundo como um fim em si mesmo. A igreja está doente porque se esqueceu de dizer ao homem que somos peregrinos em um mundo hostil a Cristo e seu evangelho.
6 – Teologia e Clareza Doutrinária Não, Revelações Sim.
Hoje em dia para tudo há uma nova unção. Unção de nobreza de Salomão por R$ 10.000,00, unção de Abraão por ter agarrado a camisa de um profeta judeu norte-americano, unção de Ester, unção do Leão de Judá, unção de Davi, unção apostólica e por ai vai. Nunca vi tanto besteirol no meio cristão. O pior é as pessoas acreditarem que isso é verdade. Sacrificam suas competências mentais em nome de uma espiritualidade doentia e insana. Visões, palavras proféticas, atos proféticos tudo isso mostrando o vazio interior de líderes confusos e desequilibrados. Os cristãos acham que qualquer pessoa que fala em nome de Deus ou se diz pastor merece crédito. Estamos vivendo um momento onde milhares de pastores autocomissionados e mesmo consagrados a rodo falam em nome de Deus. Como não possuem formação teológica sadia ou mesmo compram seus diplomas teológicos de pessoas desqualificadas e desonestas, falam sobre revelações, visões que nunca tiveram usando a Bíblia como um manual manipulável e manipulador de massas. As massas evangélicas foram cooptadas por certo triunfalismo, certo utilitarismo e mesmo hedonismo, onde o que vale mais é a sensação prazerosa e imediata. Tem mais valor a estética do que a ética, o sentir e não o pensar e a quantidade e não a qualidade.
A igreja está doente porque as novas revelações são mais importantes que A Revelação da Palavra.
A igreja está doente porque os sentimentos são mais valorizados que o pensar consistente.
A igreja está doente porque relativizou a Palavra de Deus. Está doente porque não possue mais valores absolutos.
Mas ainda resta muita esperança porque o Soberano Senhor está no controle de tudo. Ainda resta esperança porque existem homens e mulheres de Deus que pagam um preço pela sanidade, integridade e não se curvam, nem se embriagam com estas posturas alucinadoras. Existem servos de Deus que não se venderam, nem pagaram por bênçãos e nem relativizaram os fundamentos da fé e de uma vida cristã integral.
Ainda há esperança para igreja, eu creio nisso.
Soli Deo Gloria.
Fonte: ministério força para viver
Via : Ministério Beréia
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
"Eu senti no meu coração!" E daí ?
“O coração é enganoso e incurável, mais que todas as coisas; quem pode conhecê-lo?” –
Jeremias 17.9 (Almeida Século 21).
No cenário evangélico contemporâneo, a maior vertente hermenêutica é o “sentismo”, junto com seu irmão, o “pensismo” ou o seu primo, o “achismo”. Para uma boa parte dos crentes, as posições espirituais são tomadas desta maneira: “Eu sinto em eu coração”, ou “Eu penso assim, ó”. Ou, ainda, “Eu acho assim, ó”. É lamentável, profundamente lamentável, que a maior parte dos evangélicos despreze a autoridade das Escrituras e estabeleça seus sentimentos como padrão de conduta. Descrendo da Bíblia, desprezando o Espírito Santo que a inspirou, e crendo num espírito santo (com letras minúsculas) do tamanho delas, que elas confundem com seus sentimentos, procuram afirmar seus pensamentos como sendo os pensamentos de Deus. Elas acham que por crerem em Deus, o que elas pensam foi posto por Deus na mente delas. O neopentecostalismo, com sua anarquia espiritual e desmoralização da Bíblia, é responsável por isto. Eleva palavras de pecadores, que por serem pastores, acham que são divinos, e não podem ser contestados. Eles se consideram uma nova revelação. Como o herege Morris Cerulo, que declarou, certa vez; “Vocês não estão olhando para Morris Cerullo; estão olhando para Deus, estão olhando para Jesus Cristo”. Blasfemo!
Jeremias seria estigmatizado por esta turma festiva de evangélicos que elevam seus pensamentos pecaminosos à categoria de revelação divina. A turma festiva o chamaria de “tradicional, carnal, sem poder, sem o Espírito Santo”. É o ônus de crer na Bíblia.
“Eu senti no meu coração”. Brada o neopentecostal e o tradicional bobinho. E eu pergunto: “E daí?”. Muita gente cometeu crimes porque sentiu no coração. Quando eu tinha 16 anos senti no meu coração que iria casar com Wanderléia, cantora da Jovem Guarda. Casei com mulher mais bonita, e Wanderléia nem sabe que existo.
O coração (lêb ou lebâb, no hebraico) é, na psicologia dos hebreus, o centro das de decisões, o centro volitivo da pessoa. Mas ele é mau, é pecador, é corrompido. Nós somos pecadores. Quem coloca o que sente no coração como réplica da vontade de Deus, comete um perigoso erro. Isaías 55.8 é bem claro: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.”. Não é o que sentimos. É o que Deus diz. Blasfemam contra o Espírito Santo, recusando sua orientação, aqueles que colocam o que sentem como sendo a voz de Deus. Deus não é do nosso tamanho nem tem a nossa cabeça pecaminosa. Nossos pensamentos devem ser subordinados às Escrituras e avaliados por ela. É a Palavra de Deus que deve ser nosso guia, e não os nossos sentimentos.
“Eu senti no meu coração!”, brada o crente ignorante do valor das Escrituras. E eu pergunto: “E daí? Você não é Deus!”. A questão é outra: “O que a Bíblia diz?”. Ela é que é a Palavra de Deus e não os nossos sentimentos.
MEDITAÇÕES EM JEREMIAS – 10
“NÃO OUVIU NO TEMPO CERTO”
“Falei contigo no tempo da tua prosperidade; mas tu disseste: Não escutarei. Este tem sido o teu procedimento, desde a tua mocidade não ouves a minha voz” – Jeremias 21.25 (Almeida Século 21).
A ruína de Judá era iminente. Nas pregações religiosas, Jeremias era a voz destoante, porque profetas e sacerdotes anunciavam apenas prosperidade. O pregador que hoje disser o que a Bíblia diz, será como Jeremias. Incompreendido, mal visto e recusado. O mundo e desafortunadamente a igreja também querem ouvir coisas boas. Quem quiser ser chamado de medieval e jurássico, fale de pecado. Os pecadores querem apenas satisfazer os desejos de seu coração. Prova disso é que a maior parte das leis hoje aprovadas é para retirar limites do erro, e para colocar limites aos que discordam do erro. Copiando o mundo, a igreja evangélica segue na mesma direção: quer ouvir coisas boas. Se um pastor quiser ser desagradável e perder espaço, chame os crentes ao abandono do pecado e ao compromisso. Eles querem é benção. Esta é a doença da igreja contemporânea: “bênçãotite”. Todo mundo quer ser abençoado. Compromisso, nem falar! Boa parte dos crentes é consumidora espiritual, e a igreja é o estabelecimento comercial. O pastor é o vendedor. Por isso muitos não anunciam todo o conselho de Deus, mas procuram fidelizar clientes, para que estes, satisfeitos, deixem o outro rebanho e venham para o seu. Há igrejas que crescem apenas por tirarem ovelhas de outros rebanhos. Seus batistérios estão secos.
A voz de Deus era bem clara: arrependimento dos pecados e abandono à vontade divina. O povo queria ouvir coisas boas. Estudar Jeremias me enriqueceu muito. Como o mundo e os crentes de hoje se parecem com os ouvintes dele! E me mostrou porque pregadores como Jeremias recebem tantas pedradas de crentes hoje. Ele também recebeu!
O momento atual, quando tudo vai bem, é tempo para ouvir a voz de Deus e consertar a vida com ele. Só havia uma possibilidade de evitar o juízo: a mudança de vida. Mas os falsos profetas anunciavam prosperidade e futuro radioso para os ouvintes. Estes se indignavam contra Jeremias e preferiam os falsos pregadores.
Ouça a voz de Deus! Ela chama à mudança de vida, à conversão, ao abandono de pecados. Não há bênçãos para pecadores rebeldes. Não pense que porque você pagou ou deu uma oferta para o ministério de televisão que lhe massageia o ego, Deus o abençoará. Deus não é corrupto. Não se deixa vender. Ele pede mudança de vida. Sem conversão não há bênçãos; mas apenas juízo. Acerte sua vida com Deus agora, no tempo bom, antes que as coisas piorem!
Há pregadores pecaminosos, corruptos como os dos dias pré-Reforma, que ofereciam perdão em troca de dinheiro. Anunciam um Deus que se deixa subornar por ofertas. Deus quer caráter e vida submissa. Ninguém está autorizado a oferecer carro zero, em nome de Deus. Jesus ofereceu a cruz. E não há prosperidade sem retidão. E é corrompido o crente que procura mais seu bem-estar que a vontade de Deus.
Você é de Cristo? Ame-o, honre-o, sirva-o, gaste-se por ele. Não o confunda com Papai Noel. Procure fazer a vontade de Deus. Se você fizer, tudo se ajeitará. Muito provavelmente você não ficará rico (até mesmo porque Jesus não prometeu isso), mas sua vida terá tanta riqueza espiritual e tanto conteúdo, que o resto será secundário.
Ouça a voz de Deus, conforme sua Palavra a revela. Você se realizará. Ouça agora, porque agora é o tempo certo
Fonte: Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
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